Percorria pelos milhares de
caminhos dispersos sensações de prazer.
Um corpo agitado na loucura
de saciar-se de risos, de emoções.
Que na loucura da balburdia
em volta à solta sentia-se vibrar, contagiado.
O suor nas mãos transpirava sem
pausa enquanto meus lábios ressecados
imploravam por uma gota de qualquer
substância que o saciasse a sede.
Um abrigo de infindáveis sintomas,
mas prestes a florescer com qualquer
primavera e/ou outra estação.
Encontro-me em metamorfose.
Estou a vivenciar os mais derivados
sentimentos e a presenciar os
mais diferenciados gestos que
alguém possa oferecer.
Talvez esse seja meu ciclo,
mudanças repentinas que com o ponteiro
do relógio fica a acompanhar.
Segundos que vão sofrendo mutações,
mas que com as badalas de hora em
hora fica sempre a descobrir
algo novo e quiçá simplesmente a
aprender com a batida no peito o
valor e a certeza do que é ser humano.
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