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Escolhas...


Cena 1: Você atravessa a madrugada escutando músicas antigas, fumando dois maços e revendo fotos.






Cena 2: Você se trancafia no banheiro, senta sobre 
a tampa do vaso sanitário e dissolve-se de tanto chorar.



Cena 3: Você se revira na cama sem conseguir pregar o olho, 
pensando, lembrando, doendo.





Cena 4: Você caminha por uma rua da cidade,
sem rumo, parando para uma cerveja num boteco estranho,
onde ninguém lhe conhece! Que bom ser invisível.

O pulsar...



                                              O pulsar das veias emitia um som grave. 
Percorria pelos milhares de 
caminhos dispersos sensações de prazer. 
Um corpo agitado na loucura 
de saciar-se de risos, de emoções. 
Que na loucura da balburdia 
em volta à solta sentia-se vibrar, contagiado. 
O suor nas mãos transpirava sem 
pausa enquanto meus lábios ressecados 
imploravam por uma gota de qualquer 
substância que o saciasse a sede. 
Um abrigo de infindáveis sintomas, 
mas prestes a florescer com qualquer 
primavera e/ou outra estação. 
Encontro-me em metamorfose. 
Estou a vivenciar os mais derivados 
sentimentos e a presenciar os 
mais diferenciados gestos que 
alguém possa oferecer. 
Talvez esse seja meu ciclo, 
mudanças repentinas que com o ponteiro 
do relógio fica a acompanhar. 
Segundos que vão sofrendo mutações, 
mas que com as badalas de hora em 
hora fica sempre a descobrir 
algo novo e quiçá simplesmente a 
aprender com a batida no peito o 
valor e a certeza do que é ser humano.

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